O Brasil registrou um número recorde de queimadas no primeiro semestre de 2024.
- carlos vinicius ribeiro
- 2 de jan.
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Conforme estudo recente. O levantamento destaca um aumento significativo em relação aos anos anteriores.
Os biomas brasileiros registraram recordes de queimadas nos primeiros seis meses de 2024, aponta levantamento realizado pela WWF-Brasil.
O Pantanal e o Cerrado totalizaram a maior quantidade de focos de incêndio para o período, desde o início das medições em 1988 pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
No Pantanal, de 1º de janeiro a 23 de junho, foram detectados 3.262 focos de queimadas, um aumento de mais de 22 vezes em relação ao mesmo período no ano anterior. Este é o maior número da série histórica do INPE.
Entre janeiro e junho de 2024, quase todos os biomas brasileiros tiveram um aumento no número de queimadas em comparação ao mesmo período de 2023, exceto o Pampa, afetado por chuvas responsáveis pelas enchentes no Rio Grande do Sul.
Na Amazônia, foram detectados 12.696 focos de queimadas entre 1º de janeiro e 23 de junho, um aumento de 76% em comparação ao mesmo período no ano passado, o maior valor desde 2004.
Na série histórica do INPE, o número de incêndios de 2024 na Amazônia, nos primeiros seis meses, só foi superado em 2003 e 2004. No entanto, ao contrário dos altos índices de desmatamento de 2003-2004, em 2024 o aumento das queimadas ocorre após dois anos consecutivos de queda no desmatamento.
A temporada seca está apenas no início e o maior número de incêndios costuma ocorrer entre agosto e outubro, com um pico em setembro. Mesmo assim, o Pantanal teve mais queimadas do que em 2020, quando foram registrados 2.534 focos no mesmo período. Naquele ano, incêndios consumiram um terço da área do bioma, resultando na morte de mais de 17 milhões de animais vertebrados.
Em 2020, 60% dos incêndios ocorreram entre o início de agosto e o fim de setembro, totalizando 22.116 focos no ano. Especialistas associam o aumento das queimadas no Pantanal em 2024 principalmente à crise climática, com o bioma enfrentando uma seca severa. As chuvas escassas e irregulares nos primeiros meses do ano foram insuficientes para transbordar os rios e conectar lagoas, com o Rio Paraguai atingindo níveis baixos para esta época do ano.
No Cerrado, entre 1 de janeiro e 23 de junho, foram detectados 12.097 focos de queimadas, um aumento de 32% em comparação ao mesmo período de 2023, também o maior número da série histórica do INPE.







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